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domingo, 12 de agosto de 2012

Moda Praia - a história e a evolução do traje de banho.


A criação da roupa de banho





Anos 1900 

      
Ir à praia não era como hoje, apenas ia a quem fosse receitado um banho de sol medicinal. Não era de bom tom ter a pele bronzeada, indicava que a pessoa exercia trabalhos braçais. 
A roupa de banho era uma túnica comprida que poderia ser feita de lã ou sarja e cobria quase todo o corpo para que os banhistas não apanhassem um resfriado, após entrar na água fria. Além disso, tanto os homens como as mulheres usavam toucas e calçados - tamancos ou botinas - peças totalmente inadequadas para banhos.

Anette Kellerman
Foi a nadadora australiana Annete Kellerman (Annette Marie Sarah Kellerman, 6 de Julho de 1886 - 5 de Novembro de 1975), defensora das causas das nadadoras profissionais, que popularizou os trajes de banho de uma peça. Era feita de malha elástica, sem mangas, decote redondo e mini-calções cobertos por uma mini-saia.  
Kellerman ficou famosa por defender os direitos das mulheres usarem fatos de banho de uma peça, o que era um escândalo na época. De acordo com um jornal australiano, "No início de 1900, as mulheres usavam pesadas combinações e calças quando nadavam. Em 1907, no auge da sua popularidade, Kellerman foi presa em Revere Beach, Massachusetts, por atentado ao pudor - usava, no momento, um dos seus fatos de banho de uma peça."
A popularidade de tais fatos de banho resultou na sua própria linha de roupa de banho para mulheres, "Annette Kellermans". Era o primeiro passo para as roupas de banho femininas modernas.


Anos 10

No Verão de 1910, a Europa vivia em paz e Portugal ainda era uma monarquia. Os portugueses vestiam-se segundo a moda de Paris e praticavam desportos ingleses. Toda a gente usava chapéu, viajava-se de barco e visitava-se a Palestina.

"Banhos de mar, remédio para tristes"- Ilustração Portugueza.

À beira-mar andava-se de vestidos e até de meias, mas já havia a consciência de que o Verão traz felicidade, embora os "galantes fatos-de-banho" fossem mais trajes de aquecimento. Eles de fato completo, e muitas risquinhas. E elas ainda muito tapadas - só algumas, as mais novas, as mais ousadas se atreviam nos modelos que mostravam as pernas quase, quase até ao fim da coxa. A maioria das raparigas não ousava tanto. Não obstante vivia-se em espírito de unânime alegria.
É nesta década que surge a roupa-bóia. Era uma veste larga e uma calça com uma câmara de ar na bainha, a qual foi projectada no Brasil para a segurança dos banhistas.

Anos 20


É na década de 20 que começa a haver uma preocupação maior em relação às roupas de banho. Os fatos de banho começam a diminuir devido ao gosto que nascia pelo bronzeado, perdem as mangas e ganham as formas femininas. Foram lançadas roupas de banho com inspiração cubista, sendo também confeccionado o primeiro fato de banho de malha elástica.
O "macaquinho com perna" e o "duas peças", composto por uma bermuda de malha de algodão e uma camisete, foram os dois modelos mais populares da época, ambos usados com sapatilhas e touca de borracha.


Anos 30

Sem grandes ousadias, os anos 30, numa tentativa de tornarem a mulher mais elegante e refinada, puseram em evidencia aquilo que mais a caracteriza: as suas formas arredondadas e subtis, em oposição aos anos 20 que, grosso modo, as haviam destruído. 
Tendo a moda descoberto o desporto, a vida ao ar livre e os banhos de sol, os mais abastados passavam as suas férias à beira-mar. Assim as indumentárias tiveram de se adaptar às novas exigências, de maneira a permitir os movimentos do corpo: os decotes aprofundaram-se, as cavas aumentaram e os saiotes de praia diminuíram. O modelo padrão de beleza a seguir era Greta Garbo. A mulher deveria ser relativamente magra, bronzeada e desportiva.
O desenvolvimento de novos tecidos, como o látex, mais leves e de fibras com propriedades secantes deram origem ao aparecimento do fato de banho olímpico, inteiriço, quase unissex, que se ajustava ao corpo. Desta forma os trajes de banho ficaram mais ousados, deixando à mostra os ombros e grande parte das costas.
Sonia Delaunay(1) lançou a moda do pareo (enrolado na anca) como saída de praia, o traje tradicional da Polinésia que conquistou todas as mulheres.


Anos 40


O fato de banho era aderente ao corpo e destacado do ventre até à coxa, alongando a silhueta. Mas a necessidade natural de mudança e aperfeiçoamento fez com que, entretanto, aparecesse o biquíni - um enorme soutien com grande decote nas costas e a parte inferior a começar na cintura. Serão estas "duas peças" que, nos tempos subsequentes, irão revolucionar a forma de trajar na praia.
"Em Agosto de 1940, Maria Joana Mendes Leal dirige-se às filiadas para mostrar o seu desagrado perante 'tanta nudez sem pudor a exibir-se em maiollots inconvenientíssimos'. Confessa que em quinze dias de férias não viu um 'único fato de banho que obedecesse às regras da moral'. A excepção foi um grupo de raparigas 'com fatos de banho aprovados pela Mocidade Portuguesa Feminina'."

Mocidade Portuguesa Feminina, n.º 17, Setembro 1940, Fatos de banho.



Um pouco da história da Moda Praia e do biquíni


O biquíni é um fato de banho de duas peças de tamanho reduzido, que cobrem o busto e a parte inferior do tronco. O seu nome deriva do "atol de Bikini", um atol (2) do Pacífico onde se deu, em 5 de Julho de 1946, uma explosão atómica experimental. Pretendia-se com isso sugerir que a mulher de biquíni provocava, na época, o efeito de uma "bomba atómica".
Ainda que conhecida a sua tradição ligada ao mar, o biquíni não é uma invenção tupiniquim (1). A criação do biquíni é disputada por dois estilistas franceses: primeiro, Jacques Heim apresentou o "atome" como "o menor fato de banho do mundo"; em seguida, Louis Réard mostrou o "biquíni, menor que o menor fato de banho do mundo" e ficou com a fama do criador da peça e, de facto, fez do termo "biquíni" marca registada.
Diana Vreeland
Foi apresentado ao Mundo cinco dias depois da detonação da referida primeira bomba atómica. O lançamento do primeiro biquíni foi em 26 de Junho de 1946 e causou mesmo o efeito de uma verdadeira bomba.
A famosa editora das revistas de moda "Vogue" e "Harper's Bazaar", Diana Vreeland (1903-1989), teria dito uma vez que o biquíni "é a invenção mais importante do século XX, depois da bomba atómica". 

Micheline Bernardini, em 1946

Anos 40





O novo traje de banho, dito na época "quatro triângulos de nada", não foi aceite sem relutância. No início as mulheres não estavam preparadas para usar peças de vestuário tão reduzidas que mostravam o umbigo, tendo sido proibido em vários países incluindo Portugal. Embora o primeiro modelo, todo em algodão, com estamparia imitando a página de um jornal, fosse muito bem "comportado", nenhuma modelo quis participar na divulgação do dito traje. Daí que, todas as fotografias do primeiro biquíni sejam com a corajosa strip teaser, do Cassino de Paris, Micheline Bernardini, a única que ousou encarar o desafio.

 

Anos 50


Brigitte Bardot
Na década de 50 as mulheres recusavam-se a usar o biquíni. Achavam-no um escândalo que atentava contra os padrões sóbrios da moral e bons costumes, nos momentos finais da II Guerra Mundial.
A Igreja Católica na pessoa do seu chefe, o Papa Pio XII, baniu o uso das "duas peças" em países como a Itália, Espanha e Portugal. No Brasil, o biquíni só era usado por "vedetas do teatro rebolado".
No entanto, e contra todos os preconceitos, as actrizes de cinema e as pin-ups americanas foram as maiores divulgadoras do biquíni. Actrizes como Ava Gardner, Ursula Andress, Brigitte Bardot, Jane Russel e Esther Willians aderiram à nova moda, tornando-a arma de sedução em fotos e filmes.
Em 1956, a francesa Brigitte Bardot imortalizou o traje no filme "E Deus Criou a Mulher", ao usar um modelo xadrez vichy, adornado com folhinhos, ajudando a popularizar o traje. Embora, por ser alvo de tão grande contestação, as cenas, em que usou as "duas peças", tenham feito com que o seu pai recorresse à Justiça para impedir que fossem levadas a público.
Foi ainda nesta década, mais precisamente em 1959, que a marca DuPont apareceu com algo completamente revolucionário: o fio Lycra®, que possibilitou que os antigos biquínis, confeccionados com tecidos pesados, fossem substituídos por outros mais leves e de secagem mais rápida, ganhando ajuste perfeito. O biquíni e toda a outra roupa nunca mais foram iguais!


Anos 60



Brigitte Bardot
Biquini nos Anos 70
Ursula Andress
No entanto, na década de 60, a imagem sensual da actriz Ursula Andress dentro de um poderoso biquíni, em cena de "007 Contra o Satânico Dr. No" (1962), entrou para a história da peça captando especial atenção. A bond girl Úrsula Andress e Brigitte Bardot transformam as "duas peças" em ícone da moda. 
Mesmo assim o traje continuava a ser apelidado de indecente. No Brasil foi proibido em 1961. No entanto, no ano seguinte, Helô Pinheiro, modelo brasileira, apareceu nas areias cariocas com um biquíni considerado aceitável e estruturado, exibindo a sensualidade do mais brasileiro dos trajes. Tornou-se célebre por ter inspirado a criação da canção "Garota de Ipanema" (1962) aos autores Tom Jobim e Vinícius de Moraes, acabando por ser a música mais emblemática da bossa nova. Foi interpretada pela primeira vez a 2 de Agosto de 1962 num clube do Rio de Janeiro, celebrando, assim, este ano de 2012, meio século de sucesso.
É notória a fuga dos campos para as cidades, em busca de uma vida mais confortável, que passasse além do patamar de subsistência, e o gosto pelo bronzeado aumenta criando-se a necessidade de, cada vez mais, expor o corpo. Era uma década de experiências inesperadas no vestir, cujo exemplo mais importante foi a mini-saia.
O padrão de beleza modificou-se, os corpos deveriam ser esbeltos e os seios pequenos.

Assim foi criada na Califórnia, EUA, por Rudi Gernreich, em 1964, a peça topless, chamada monoquini, muito aclamada. O monoquini foi um exemplo ou símbolo de liberdade para a mulher que queria expor-se, de forma quase nua, ao sol. Cobria o corpo a partir das coxas até um pouco acima da cintura, na qual duas tiras finas se cruzavam entre os seios e sobre as costas. Nunca atingiu a popularidade do biquíni.
Já o modelo triquíni, que de frente parece um fato de banho, com uma espécie de tira no meio ligando as duas peças, seria sensação em todo mundo.


 Anos 70 


Rose di Primo
A partir dos anos 70, o biquíni tornou-se parte da história das praias cariocas, verdadeiras passereles de lançamentos da "moda praia" para o mundo. No início da década surgiu um novo modelo de biquíni brasileiro, ainda menor, para mudar o cenário e fazer uma conquista global - a sensual tanga. 
Biquini nos Anos 70
Leila Diniz
Num verão dos anos 70, apareceu o biquíni de crochet, que crescia depois de ir à água. Para o segurar no lugar, as mulheres enrolavam a lateral. Assim nascia, por acaso, a tanga popularizada pela modelo Rose di Primo, sendo ela própria a musa das praias cariocas. 
Ainda na mesma época, a actriz Leila Diniz ia à praia, grávida de 7 meses, usando um minúsculo biquíni. A imagem tornou-se símbolo da libertação feminina.
Entretanto surgia o triquíni, uma peça que resulta da união das peças do biquíni, mediante uma tira estreita habitualmente situada na zona frontal. Esta união pode ser do mesmo tecido, material diferente ou a combinação de ambos.        
Usado em Portugal para manter algum conservadorismo na roupa de praia e, ao mesmo tempo, garantir que a moda estagnava face às tendências do resto da Europa onde o biquíni, definitivamente, se tinha instalado. Esta peça não era tão arrojada quanto o biquíni, mas também não tão recatada como o fato de banho. 
O triquíni é uma invenção de Rudi Gernreich, desenhador que já anteriormente havia imaginado o monoquíni. Foi em 1971 que deu forma ao Rouault - assim foi baptizado o primeiro triquíni. A peça foi apresentada, na passerelle, por Peggy Moffitt, então modelo habitual de Gernreich e que já tinha, também, servido de modelo ao monoquíni. 
O triquíni fez furor nas praias europeias. O desenho de 70 incluía também argolas de madeira ou metal nas ancas, pretendendo realçar o seu carácter patchwork.


Anos 80

Esta década foi uma época que olhava para o passado, com roupas despojadas. O preto dominava nas ruas enquanto as cores fluorescentes, brilhos e metalizados dominavam nos trajes de banho. O corpo bronzeado já era sinónimo de estatuto social.
Nem a música resistiu ao contágio do sucesso do biquíni. "Era um biquíni pequenino às bolinhas amarelas..." começou-se a ouvir-se com frequência. Era a adaptação de uma música dos Beatles: "neste verão eu vou causar sensação... queres apostar o amarelo é que está a dar"!...

E quando o biquíni já não podia ser menor, surgiu o imbatível fio-dental, o preferido entre as mais jovens brasileiras. Daí por diante não mais era possível reduzir o biquíni - já tinha sido reduzido ao absurdo - de maneira que houve que transformá-lo num sucesso comercial com modelagens confortáveis, vistosas e fáceis de serem vendidas. Depois de não ter sobrado nada para ser mostrado nos corpos as mulheres passaram a investir na própria pele como um tecido a ser trabalhado, uma cintura sem pneus, pernas lisas, rabos sem celulite. Em Portugal, contudo, o fio-dental não teve aderência.
Todavia, durante os anos 80, foram lançados outros modelos, como o provocante enroladinho, o asa-delta e o lacinho nas laterais, além do soutien cortininha.








Anos 90




Nos anos 90, a moda praia  tornou-se cult e passou a ocupar um espaço ainda maior na moda. Um verdadeiro arsenal, entre roupas e acessórios passaram a fazer parte dos trajes de banho, como a saída de praia (pareo), as sacolas coloridas, os chinelos, óculos, chapéus e toalhas. Os modelos multiplicaram-se e a evolução tecnológica possibilitou o surgimento de tecidos cada vez mais resistentes e apropriados ao banho de mar e de piscina. As inovações foram tantas que permitiram estampas de melhor qualidade, trabalhos de jacquard, transparências e até drapeados.
Com a Revolução Industrial evoluiu-se para um sistema ambiental tão poluído que vem danificando a camada de ozono, essencial à filtragem dos raios solares. Daí começarem a verificar-se, com considerável frequência, efeitos nocivos na pele causados pela exposição ao sol.
Principalmente por isso, na década de 90, a moda do fato de banho foi reavivada. Não tirou, contudo, o lugar ao biquíni!




Anos 2000



    

As modelagens não são tantas como as inovações. Há modelos capazes de levantar os seios e o rabo. Os tecidos tecnológicos secam rapidamente, impedem a proliferação de bactérias e protegem contra os raios ultravioletas. O último lançamento para o segmento é a tecnologia do LYCRA® Xtra Life, que dá uma maior longevidade ao fio e permite conservar as formas de biquínis, fatos e calções de banho até 3 vezes mais que elastanos comuns. Os acessórios têm lugar de destaque. Misturam o rústico, como cordas e macramês, com pedras e brilhos sofisticados.

BIQUÍNIS E BOND GIRLS
Ursula Andress, à esquerda em filme de 1962, e Halle Berry, ao lado, em Um Dia Para Morrer, de 2003, estão de biquíni quando surgem para o agente 007. A razão para tal era uma só - elas tinham que chamar a atenção de James Bond e, para isso, nada melhor do que a ousadia do biquíni.

É ponto assente que, com a chegada do novo século, os modelos de biquíni ficaram em segundo plano para dar espaço aos acessórios e aplicações - é a era dos enfeites e das inovações tecnológicas. São tecidos cortados a laser, sem costura, com secagem rápida, mais aderentes. Isso sem contar com os bordados feitos à mão, as pedrarias, os fios especiais ... Assim, aqueles "quatro triângulos de nada" de 46, hoje são espaço suficiente para a inventividade dos estilistas.

Nos 66 anos do biquíni, a evolução da moda praia


Fazer moda em dois pedaços pequenos de pano. É esse o desafio de marcas que trabalham com "moda praia" e desenham biquínis que se tornam desejo no mundo. O "duas-peças" completa 66 anos neste mês e já não é só o símbolo da libertação feminina, mas de uma mulher arejada, autêntica, confortável e relaxada na sua própria pele, de bem consigo mesma! Com a ajuda da tecnologia.
Desde a sua criação, o traje de banho já passou por variados formatos e texturas. O nível de evolução teve dois grandes propulsores. O primeiro foi a tecnologia de tecidos e estampas, que deixou as peças mais atraentes para o que muito contribuiu a estampa digital. 

DIVAS EM DOIS TEMPOS
Bridget Bardot (à esq.) e Marilyn Monroe (à dir). ajudaram a popularizar o biquíni como uma peça sensual do guarda-roupa feminino.

O segundo momento da "moda praia" foram as top models, que têm servido como telas curvilíneas e bronzeadas a peças cada vez mais bem elaboradas. Não sendo a mais-valia da elaboração alheia à miscigenação populacional. 
A mistura étnica acaba por servir de fonte de inspiração e criatividade - formas geométricas, cortes inusitados, mescla improvável de cores, pormenores exóticos. E assim o Brasil entrou no mapa-mundi da beachwear. Não será por acaso que pensar em praia é quase o mesmo que pensar Brasil!



Curiosidades:

"Antigamente a vida em sociedade tinha o seu sentido ético. A lei impedia o uso de fatos de banho fora das praias, piscinas e outros lugares destinados à prática da natação. A proibição era rigorosa e sujeita a intensa fiscalização, a cargo dos agentes da segurança pública e da autoridade marítima, dentro das respectivas áreas de jurisdição.
Uma norma de 1941, o decreto-lei n.º 31247, de 5 de Maio, impunha que o uso de fatos de banho, passíveis de se interpretar como critica às autoridades implicaria severa punição, que poderia significar a aplicação de uma multa de 30 a 5000 escudos. A multa, se não paga imediatamente, era logo substituída por prisão à razão de 10 escudos por dia. O julgamento seguia a forma sumária, no próprio dia em que fosse lavrado o auto e o infractor fosse preso.
Não se brincava com a moralidade. O acto irresponsável e atentatório à dignidade humana que era o uso de fatos de banho escandalosos ou fora do lugar apropriado, levava a um outro acto redentor: o produto das multas revertia para o fundo de socorro a náufragos."
(«Tornadoiro», crónica de Ventura Reis).






(1) -  Sonia Delaunay (Ucrânia. 1885 - Paris, 1979) teve um vínculo especial com Portugal. Em 1915, fugindo da Primeira Grande Guerra, Sonia, o seu marido Robert, pintor cubista, e o seu filho Charles, instalaram-se numa casa em Vila do Conde, a que chamaram “La simultané”. 
Conviveram com os pintores Eduardo Viana, Amadeo de Sousa-Cardoso e Almada Negreiros, em ambiente estimulante e criativo, com inúmeros projectos que nem sempre chegaram a concretizar. Sonia e Robert Delaunay mencionaram sempre a importância desta passagem por Portugal na sua vida e obra. A luminosidade do nosso país foi de extrema importância para o trabalho de Sonia Delaunay que, como artista e designer moderna, trabalhou com pintura, moda, estamparia têxtil, figurino, cenografia, design de interiores – é muito associada à introdução da arte na vida quotidiana através de roupas, acessórios, entre outros.  
Em Portugal, Robert Delaunay aplicou, melhor do que em qualquer outro lugar, a sua teoria sobre a cor simultânea, elaborada por volta de 1910.

(2) - Os tupiniquins (também chamados topinaquis, tupinaquis, tupinanquins, e escrita comumente como tupinikins) são um grupo  indígena brasileiro, pertencentes à nação Tupi  e que habitam o território actual do município de Aracruz, no norte do estado de Espírito Santo.

(3) -  Um atol é uma ilha oceânica em forma de anel com estrutura coralínea e de outros invertebrados, constituindo no seu in­terior uma lagoa, sem nenhuma aparente conexão com as rochas da Crosta.






Fontes:  DN, A emancipação da Mulher na Idade Contemporânea, Ilustração Portuguesa, Tricolina-Moda & Design, manequim.abril.com.br, Mar Egeu, Wiki, Dicas de Mulher, Domínio da Moda, Coisas de jornal por Emanoel Barreto,  Barata Cichetto, IOL Música.






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